quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A Filosofia na Alcova (o filme)

Segundo longa da Satyros Cinema, "A Filosofia na Alcova" é inspirado na obra do Marquês de Sade.
O filme tem roteiro e direção de Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, com: Henrique Mello, Stephane Sousa, Bel Friósi, Phedra D. Córdoba, Felipe Moretti, Hugo Godinho, Suzana Muniz e Eduardo Chagas.




"O Sonho de Um Homem Ridículo" de Fiódor Dostoiévski





segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Trabalho de aproveitamento do curso

Monografia sobre o tema: A filosofia e o problema do mal

Formato: Pequena monografia com cerca de 20 mil toques (de preferência em formato Word Times New Roman, fonte 12, espaço 1,5) desenvolvendo o tema acima ou algum dos temas tratados no curso. Ela poderá ser escrita individualmente ou em grupo de no máximo 3 pessoas.

A monografia deve ser entregue impressa e pessoalmente até a aula do dia 14/12/2017.

Qualquer sinal de plágio resultará em anulação do trabalho e reprovação na disciplina.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Seminários

Seminários

1.     19/10 - Agostinho (Confissões – Livros VII - X)
         Luan e Ramon

2.      26/10 - Leibniz (Discurso de Metafísica)
         Leandro

3.      09/11- Kant (A religião nos limites da mera razão, Parte I)
         Marta e Maria de Fátima

4.     16/11 - Schopenhauer (Parerga e Paralipomena, caps. 8, 11 e 12)
        Matheus Porto, Izabela Loner

5.     23/11 - Dostoievski (Os irmãos Karamázovi, Livro V + Comentário de Camus)
        ?

6.     30/11 - Nietzsche (Para além de Bem e Mal, § 260,  Aurora, Prefácio, Gaia Ciência, §§ 341, 343, 344 e 345, Fragmentos sobre o niilismo e o eterno retorno)
        Bruno, Letícia e Vitor

7.     07/12 - Sade e Baudelaire (A filosofia na Alcova e as Flores do Mal)
        Karina (Sade), Edirlene e Jamille (Baudelaire)

8.     14/12 - Camus (O homem revoltado – último capítulo)
        Sarah, Isabelle e Raquel

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Ementa, programa e bibliografia da disciplina

Ética
Prof. Dr. Flamarion Caldeira Ramos
T-P-I: 4-0-4
Carga Horária: 48 horas
Ementa: Trata-se de disciplina com a qual se pretende discutir as condições de possibilidade da elaboração de conceitos, juízos e argumentos morais. Em torno desta problemática serão abordados alguns dos temas mais destacados abordados por autores diversos da tradição filosófica, incluindo eventuais interfaces entre a ética e outros campos filosóficos e não filosóficos.

Proposta: Embora seja definida como uma reflexão sobre o bem e a boa vida, a ética ou filosofia moral tem sido confrontada com a questão do mal. De onde e por que ele surge? É possível existir o bem sem o mal? Tanto nos relatos bíblicos como nas teogonias gregas já aparece a suspeita de que o caos, a violência e a destruição não apenas estão na origem das coisas, mas ainda permanece latente em nossa civilização. Além da filosofia, a arte, a ciência e a psicanálise buscaram decifrar o mistério do mal e de certo modo a história humana pode ser lida como a tentativa de lidar com essa questão. Propõe-se, primeiramente, um percurso pela história da ideia de mal no Ocidente, investigando suas manifestações não apenas na filosofia, mas também nas religiões e nas artes e, num segundo momento, uma reflexão sobre os problemas éticos envolvidos nessa temática.

“Que a filosofia e a teologia consideram o mal como um desafio sem igual, os maiores pensadores, em uma ou outra disciplina, concordam em confessá-lo, por vezes com grande alarde. O importante não é esta confissão, mas o modo pelo qual o desafio, e até mesmo o fracasso, é recebido: seria um convite a pensar menos ou uma provocação a pensar mais, ou até mesmo a pensar diferentemente?” (Paul Ricoeur: O mal – um desafio à filosofia e à teologia)

Programa do curso
  1. 21/09 – Apresentação do curso: a questão do mal e a ética                        
  2. 28/09 – A simbólica do mal: mitos de criação e pecado original
  3. 05/10 – O mal como problema metafísico, físico e moral
  4. 19/10 – Unde malum? Agostinho e a origem do mal
  5. 26/10 – Leibniz e a Teodicéia: a justificação teológica do mal
  6. 09/11 – Kant e o mal radical
  7. 16/11 – Schopenhauer: a vontade cega e as dores do mundo
  8. 23/11 – Dostoievski: a revolta e o grande Inquisidor
  9. 30/11 – Nietzsche e o mal para além do bem
  10. 07/12 – A literatura e o mal: Sade e os infortúnios da virtude; As flores do mal e o dandismo
  11. 14/12 – Revolta e solidariedade em Camus / Entrega dos trabalhos
  12. 21/12 – A banalidade do mal e o mal absoluto – reflexões sobre o holocausto a partir de H. Arendt e Adorno / Avaliação do curso


Seminários

1.      Agostinho (Confissões – Livros VII - X)
2.      Leibniz (Discurso de Metafísica)
3.      Kant (A religião nos limites da mera razão, Parte I)
4.      Schopenhauer (Parerga e Paralipomena, caps. 8, 11 e 12)
5.      Dostoievski (Os irmãos Karamázovi – Livro V + Comentário de Camus)
6.      Nietzsche (alguns trechos de BM e Aurora + Camus)
7.      Sade e/ ou Baudelaire (A filosofia na Alcova e as Flores do Mal + comentário de Camus)
8.      Camus (O homem revoltado – último capítulo)


Avaliações:
  1. Seminário: 30%
  2. Trabalho final: 70%

Bibliografia Básica
AGOSTINHO. O livre-arbítrio. São Paulo: Paulus, 1995.
AGOSTINHO. Confissões. Petrópolis: Vozes, 2009.
BAUDELAIRE, C. As flores do mal. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.
CAMUS, Albert. O homem revoltado. Rio de Janeiro: Record, 1996.
CAMUS, Albert. O mito de Sísifo. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1989.
DOSTOIEVSKI, Fiódor. Os Irmãos Karamázovi. Trad. de Paulo Bezerra; São Paulo: Ed. 34, 2008.
KANT, I. A Religião nos limites da simples razão. Lisboa: Edições 70, 1992.
LEIBNIZ, G. W. Discurso de metafísica e outros textos. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
NIETZSCHE, Friedrich. Obras Incompletas. Tradução de Rubens Rodrigues Torres Filho. In: Coleção “Os pensadores”. São Paulo: Abril Cultural, 3ª ed., 1983.
NIETZSCHE, F. Além do bem e do mal. Trad. Paulo Cesar Lima de Souza. São Paulo: Cia. das Letras, 1992.
NIETZSCHE, F. Genealogia da Moral. Trad. Paulo Cesar Lima de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
SADE, Marquês de. A filosofia na Alcova. São Paulo: Iluminuras, 2008.
SCHOPENHAUER, A. Sobre a ética. (Capítulos 8 – 15 de Parerga e Paralipomena). São Paulo: Hedra, 2012.

Bibliografia Complementar

ADORNO, T. Minima moralia. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2008.
ADORNO, T. Dialética Negativa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.
ADORNO, T. /HORKHEIMER, M.. Dialética do Esclarecimento. Trad. Guido A. de Almeida. Rio de Janeiro, Zahar, 1985.
ALVES JUNIOR, D. A. Dialética da vertigem. Adorno e a filosofia moral. São Paulo, Escuta, 2005.
ARENDT, H. Eichmann em Jerusalém. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
ALVES, Marcelo. Camus. Entre o sim e o não a Nietzsche. Florianópolis, Letras Contemporâneas, 2001.
ARIÈS, Philippe. O homem diante da morte. São Paulo: Unesp, 2014.
BAHNSEN, Julius. Lo trágico como ley del mundo y el humor como forma estética de lo metafísico. Tradução de Manuel Pérez Cornejo. Universitat de València, 2015.
BATAILLE, Georges. A literatura e o mal. Porto Alegre: L&PM, 1989.
BENJAMIN, W. Charles Baudelaire: um lírico no auge do capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 1994. 
BORNE, E. O problema do mal. São Paulo: É realizações, 2014.
CAMUS, Albert. A Peste. Tradução de Graciliano Ramos. Rio de Janeiro, Editora Opera Mundi, 1973.
CHIARELLO, M. G. Natureza-morta: finitude e negatividade em T. W. Adorno. São Paulo: Edusp, 2007.
CIORAN, Emil. Breviário de Decomposição. Trad. De José Thomaz Brum. Rio de Janeiro, Rocco, 2a.ed., 1995.
____________. Oeuvres. Paris, Gallimard, 1995.
EAGLETON, T. Doce Violência. A ideia do trágico. São Paulo: Unesp, 2013.
EVANS, G. R. Agostinho sobre o mal. São Paulo: Paulus, 1995.
GAGNEBIN, J. M. “Após Auschwitz”. In: Lembrar, escrever, esquecer. São Paulo: Editora 34, 2006, pp. 59-81.
GIACÓIA Jr., Oswaldo. “Reflexões sobre a noção de mal radical” – In: Studia Kantiana, 1     (1): 1998, pp. 183-202.
HEGEL, G. Fé e saber. São Paulo: Hedra, 2007.
HEGEL, G.W.F. Fenomenologia do Espírito, Petrópolis: Vozes, 2008.
KANT, Immanuel. Crítica da razão prática. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
LAVALLE, L. O mal e o sofrimento. São Paulo: É realizações, 2014.
LIMA VAZ, Henrique C. Escritos de filosofia IV: introdução à ética filosófica 1. São Paulo: Loyola, 1999.
MACHADO, Roberto. O nascimento do trágico – De Schiller a Nietzsche. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.
MAINLÄNDER, P. Filosofía de la redención (Antología). Santiago, Chile: Fondo de Cultura Económica, 2011.
MOURA, Carlos A. Ribeiro de. Nietzsche. Civilização e cultura, São Paulo, Martins Fontes, 2005.
NOVAES, Adauto. Ética. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
OLIVA, Luís César. O mal. São Paulo: Editora Barcarolla; Discurso Editorial, 2013.
PAREYSON, L. Dostoiévski: Filosofia, Romance e Experiência Religiosa. São Paulo: Edusp, 2012.
PHILONENKO, Alexis. Schopenhauer: Une philosophie de la Tragédie. Paris, PUF, 1979.
PUENTE, Fernando Rey. (org). Os filósofos e o suicídio. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2008.
RICOEUR, P. O mal: um desafio à filosofia e à teologia. Campinas, SP: Papirus, 1988.
RICOEUR, P. A simbólica do mal. Lisboa: Edições 70, 2013.
ROSENFIELD. D. Do Mal. Para introduzir em filosofia o conceito de mal. Porto Alegre: L&PM, 1988.
ROSSET, C. Lógica do pior. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo, 1989.
SAFRANSKI, R. El mal o el drama de la libertad. Tusquets Editores, Barcelona, 2005.
SCHELLING. F. Investigações Filosóficas Sobre a Essência da Liberdade Humana. Lisboa: Edições 70, 1993.
VATTIMO, Gianni. O fim da modernidade: Niilismo e hermenêutica na cultura pós-moderna. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
VOLPI, F. O Niilismo. São Paulo: Edições Loyola, 1999.
VOLTAIRE. Cândido ou o otimismo. São Paulo: Editora 34, 2013.